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março 18, 2004

Zangam-se as comadres...

CONFISSÕES DO MORDOMO DE JOSÉ CASTELO BRANCO

Indignado com as acusações de roubo e agressão, José Augusto Silva, ex-mordomo do casal Castelo Branco/Betty Grafstein, revela os segredos do ‘marchant’...

Retirado do Correio da Manhã

José Augusto Silva foi mordomo na casa de Betty Grafstein e José Castelo Branco durante cerca de seis meses. Tempo suficiente para se aperceber que o ‘rei do jet set’ nacional “não tem nível nenhum”. Não só “vive à custa da senhora”, como “trata mal a mãe e a Lady Betty”. Além disso, segundo o ex-empregado, “é contrabandista de jóias e roupas de marca” e tem por hábito “roubar os lençóis, atoalhados e até os guardanapos dos hotéis”. Mas, além destas revelações José Augusto confessa que o ex-patrão o obrigava a “engatar homens para ele” e acusa-o de ser “viciado em revistas pornográficas”.
Quanto à suposta agressão e roubo ao patrão, José Augusto é peremptório:
“Eu não o agredi, ele é que depois de ter virado o meu quarto do avesso sem encontrar nada, desatou a correr atrás de mim e eu, para o travar, atirei-lhe a tábua de engomar. Depois, fui fazer uma participação à PSP e estou à espera de ser chamado”, conta.
O ex-mordomo desfia um rol interminável de ‘segredos’ de José Castelo Branco e lamenta que “a senhora [Grafstein] esteja a passar por isto tudo”. José Augusto diz mesmo que o ‘socialite’ , “trata mal a mulher, principalmente quando se embebeda”, e faz chantagem com ela. “Diz-lhe com frequência que se ela o deixar ele a denuncia às autoridades por tráfico. A senhora passa noites a chorar”.
O ex-mordomo adianta ainda que José Castelo Branco “não tem nenhuma galeria de arte nem sequer um escritório e, como não faz nada, não tem dinheiro”. “Ele vende jóias e também roupa de marcas famosas, como Chanel e Yves Saint Laurent entre outras”. E recorda que no dia em que o ‘marchant’ foi detido no Aeroporto de Lisboa, a sua mala de viagem “vinha carregada de jóias”. “Muitas vezes fui usado para passar jóias e até pornografia. Ele colocava as revistas homossexuais na minha mala sem eu saber”, adianta.
Mas José Augusto fez mais: “A pedido dele inscrevi-me num clube ‘gay’ de Nova Iorque, para ele poder ir lá usando o meu nome. E cheguei a fazer engates para o meu patrão”.
Segundo o ex-mordomo, José Castelo Branco não sai do apartamento de Nova Iorque “porque tem medo que o filho da senhora, que não se dá com ele, lá vá. Como não sai de casa, embebeda-se”. Além disso, José Augusto revela que a casa tem quatro assoalhadas e sempre que recebiam visitas era despejado do seu quarto. “Eu dormia no chão”, conta.
José Augusto garante ainda que desde Agosto, altura em que entrou ao serviço do casal, se despediu três vezes mas foi ficando a pedido de Betty Grafstein. E não tem boas recordações. “Aquela casa é uma miséria. Só se comem asas de peru e fígado. Quem trata da cozinha é a mãe dele, a D. Nini, que alugou os quartos da sua casa de Santo António dos Cavaleiros para ajudar o filho e foi viver com ele. A senhora vive num quarto de empregados. Quando ele está mal disposto chama-lhe preta e negra, entre outras coisas”, acrescenta.
Mas na lista secreta de José Castelo Branco figura ainda o facto de, segundo o ex-empregado, gostar de trazer recordações dos hotéis por onde passa. “Ainda há pouco ele acusou o motorista, um rapaz do Leste, de ter roubado roupas num hotel do Porto, só que o motorista, que acabou por ser repatriado, provou que era Castelo Branco quem tinha as coisas em seu poder”, adianta.

‘NÃO QUERO OUVIR ‘CUSQUICES’ DA CRIADAGEM’
O CM contactou José Castelo Branco para o confrontar com as afirmações do seu ex-mordomo. Mas assim que se falou no nome de José Augusto Silva, o ‘marchant’ reagiu tempestivamente.
“Olhe uma coisa, se vocês vão começar com peixeiradas eu vou pôr isso no meu advogado. Ele pode dizer o que quiser.
Eu não quero ouvir nada. Ele é um ladrão, um psicopata e um louco. Eu não dou ouvidos a loucos e se vocês querem dar ouvidos a loucos, então vou ter que meter os meus advogados. E se aparecer alguma coisa com o meu nome, recebem imediatamente uma carta do meu advogado. Eu não quero ouvir ‘cusquice’ nenhuma da criadagem”, referiu.
Quanto à sua ausência do programa de Herman José, do passado domingo, que o próprio fez questão de anunciar ao CM, Castelo Branco disse apenas: “Não pude ir. Tive outras coisas para fazer”.

Publicado por Giesta às março 18, 2004 10:21 AM

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