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dezembro 11, 2003

Reluzir

Após várias semanas de ausência, em retiro espiritual (traduza-se por trabalho a rodos), reapareço para prestar a minha homenagem a Keitchi Suzuki. O Japão é um país estranho. Muito conservador (diria melhor: muito respeitador / observador atento) em relação a muitas das suas tradições, mas também cheio de strange gadgets nuts e consumistas inveterados pós-modernistas. Resumindo: um país especial de grandes contrastes (Kyoto não é comparável a Osaka ou Tóquio), sem dúvida a conhecer. Voltando atrás, Suzuki assina a banda sonora do novo filme de Kitano, Zatoichi. E é a banda sonora o melhor que o filme tem para oferecer, a par de uns momentos típicos de slapstick comedy. O filme vale bem a pena se visto numa sala de tela gigante e excelente sistema sonoro. O final, especialmente pensado para um festival que se realiza regularmente no Japão, é surpreendente. Filme de samurais, as espadas aparecem frequentemente mas sempre por breves segundos. É um bom filme de Kitano, mas não chega perto de Brother. Agora, a banda sonora do filme é de outro mundo!

E toda esta conversa para falar de viagens! Quero ir viajar. Sair deste mundinho e ir conhecer o outro, aquele que habita lá fora. Da minha concha, da minha rotina. Giesta, gostava que me acompanhasses um dia destes.

Nota final: vi também há uns meses, o Embriagado de Mulheres e de Pintura. Isto dá azo a uma pequena reflexão. Como é que as cidades orientais ficaram TÃO diferentes depois de século XIX? As cidades europeias ou americanas no século XIX já tinham muitos traços identificativos. E as cidades japonesas ou coreanas? O que aconteceu?

Publicado por Alecrim às dezembro 11, 2003 03:56 PM

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