« setembro 2003 | Entrada | novembro 2003 »
outubro 31, 2003
Cores do Outono IV
![]()
Publicado por Giesta às 02:44 PM | Comentários (0)
Um konpensan
Se ainda há poucos dias tinhamos o estômago às voltas à conta das alterações nos manuais de Língua Portuguesa para este ano, hoje, andado eu a colher flores no jardim à beira mar plantado, dei de caras com um blog muito especial e que, em jeito de kompensan, me devolveu estabilidade ao meu sistema digestivo.
A responsável pelo blog tem 11 anos, chama-se Catarina e diz que gosta muito da disciplina de Português. Por isso mesmo decidiu juntar tudo o que aprende no blog.
Ainda há esperança!
Força Catarina e bom trabalho!
Um beijinho das Flores...
Publicado por Giesta às 12:48 PM | Comentários (0)
A pedido
A pedido desta amiga, colocámos umas flores camprestres junto ao título do nosso blog.
Mais ideias aceitam-se!!
Obrigada, Cláudia!!
Publicado por Giesta às 11:58 AM | Comentários (1)
outubro 29, 2003
Novas funcionalidades
As Flores estão a adoptar uma filosofia direct-to-consumer. Neste caso específico dos blogs, direct-to-reader.
Os nossos queridos leitores podem encontrar várias funcionalidades habituais no jardim nacional, como o calendário, o motor de pesquisa, as estatísticas da casa, entre outras.
Desde hoje estão também disponíveis quatro novas funções:
* um contador de visitas, que iniciou a contagem a 27 de Outubro de 2003;
* um motor de votação sobre as Flores do Campo;
* a listagem de documentos que referenciam as Flores do Campo;
* os endereços de email dos editores do blog, Giesta e Alecrim.
A lista de links ainda não está editada. Como todos sentirão o tempo é um recurso muito escasso e tem que ser moderadamente distribuído pelas diversas obrigações, necessidades, actividades e preferências dos editores.
O antigo Flores do Campo está quase em vias de extinção. Mais dia menos dia é definitivamente subtituído pelo novo! Lugar aos novos, já dizem!!
Obrigada a todos os que nos acompanham.
Esperamos que nos continuem a visitar e a colher flores aqui neste campo.
Publicado por Giesta às 11:27 AM | Comentários (0)
outubro 28, 2003
Percursos de Outono IV
![]()
Publicado por Giesta às 11:35 AM | Comentários (0)
Ode
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Fernando Pessoa (Ricardo Reis)
Publicado por Giesta às 11:31 AM | Comentários (0)
outubro 22, 2003
Já cá estamos todos!
Pois isto da migração tem destas coisas e as Flores anteciparam a instalação do TGV no nosso blog.
Funcionou! Já cá temos o Alecrim connosco!
Publicado por Giesta às 08:12 PM | Comentários (1)
Impertinências
Alecrim, chega aqui, vamos trabalhar! Só se lembram disto em duas ocasiões: ou quando estou a sair depois de dia mui agressivo ou quando estou num parágrafo decisivo de um qualquer texto fabuloso. Decididamente, a vida não é justa. Bem, vou trabalhar...
Publicado por Alecrim às 07:45 PM | Comentários (0)
Está quase!
Já só falta acrescentar umas coisinhas ali na coluna da direita, tais como as categorias florais e as diversas ligações que as as Flores promovem, defendem e divulgam!!
Ah!!! E o Alecrim está caladinho, porque ainda não teve carta de alforria para escrever no jardim nacional...
Está quase, também, a sua migração. Entretanto podem continuar a lê-lo no vaso antigo.
Mais pétala, menos pétala, não tardará a regressarmos no nosso ritmo habitual de trazer um pouco de cheiro (atchim.... bolas, esqueci-me que sou alérgica ao pólen!!) e cor...
Publicado por Giesta às 07:33 PM | Comentários (1)
Isto vai!!
A coisa parece que está a ganhar cor e forma!!!
Que vos parece??
Publicado por Giesta às 03:59 PM | Comentários (3)
outubro 21, 2003
Limpezas
Isto está complicado!!!
Publicado por Giesta às 07:15 PM | Comentários (3)
outubro 17, 2003
O regresso
As Flores do Campo estão de volta à blogosfera, mas desta vez, num jardim à beira-mar plantado.
Tudo por causa da excelente dica deste querido amigo e com o imprescindível apoio deste senhor.
Por enquanto ainda estamos a tratar das mudanças, das pinturas, das arrumações... O habitual.
O vaso antigo continua activo, mas vai ficar um pouco parado, para facilitar as obras no novo canteiro!!
Até já!!
Publicado por Giesta às 03:06 PM | Comentários (3)
outubro 14, 2003
I pick myself up, dust myself off and start all over again
Parece que acordo, que retomo à vida. Já há muito que não me sentia assim. O cheiro de um novo recomeço enche-me os pulmões.
I pick myself up, dust myself off and start all over again...
Os sons que ouço enchem os ouvidos de um novo ritmo.
I'll start all over again. Again and again and again until I reach that rainbow's end...
Um novo dia enche-me de esperanças.
I pick myself up, dust myself off and start all over again...
Talvez hoje.
Publicado por Giesta às 11:32 AM | Comentários (0)
A propósito dos percursos do Outono
Não sei explicar porquê mas sempre gostei das estradas que têm árvores de um lado e de outro, como se de um túnel se tratasse. Têm um encanto muito, muito especial.
Publicado por Giesta às 10:57 AM | Comentários (0)
Percursos de Outono III
![]()
Publicado por Giesta às 10:21 AM | Comentários (0)
outubro 13, 2003
As cores do Outono III
![]()
Publicado por Giesta às 02:24 PM | Comentários (0)
outubro 10, 2003
Flores à escuta I
Comemoram-se hoje 190 anos sobre o nascimento de um dos maiores compositores de todos os tempos: GIUSEPPE VERDI.

Verdi nasceu a 10 de Outubro de 1813, em Roncole, cidade próxima a Busseto, na Itália. Foi instruído por um padre da cidade quando já tinha quase 10 anos de idade. Nesta mesma época iniciou-se na música com o organista Pietro Baistrocchi.
Apaixonado por Margherita, filha do comerciante que sustentava seus estudos, foi para Milão apresentar-se no conservatório a fim de conseguir uma vaga e impressionar a amada. Porém, foi rejeitado dado os seus conhecimentos musicais serem considerados insuficientes. Não obstante, permanceu em Milão, trabalhando com o professor de música Lavigna. Alguns anos mais tarde, retorna a Busseto e consegue o cargo de maestro da capela e a mão de Margherita, com quem se casa em 1836.
Em 1839, com a ajuda da famosa soprano Giuseppina Strepponi, convence um rico empresário a montar a sua primeira ópera, Oberto, no Scala de Milão, a 17 de Novembro. Foi o início do sucesso de Verdi que, no entanto, na vida pessoal, passava por momentos difíceis. Pouco antes perdera o seu primeiro filho e, logo em seguida o segundo. A tragédia ficou completa com a morte de Margherita no ano seguinte. Abalado, Verdi fracassa com a ópera bufa Un Giorno di Regno.
Mas dois anos depois consagra-se com Nabucco. O sucesso permite-lhe dedicar-se à dramaturgia surgindo, neste período, as óperas Rigoletto (1851), Il Trovatore (1853) e La Traviatta (1853).
Da sua grandiosa obra, as três mais conhecidas talvez sejam as do final de sua vida: Aìda (composta por encomenda do governo egípcio para a abertura do Canal de Suez), Otello e Falstaf.
Verdi foi assim consagrado em toda a Europa e considerado o artista italiano que melhor representou "o espírito nacional de seu povo". Ficou conhecido como o maestro do Risorgimento, e as suas óperas representavam a ânsia de liberdade nas guerras pela Unificação Italiana.
Verdi marcou, em toda a sua obra, o desenvolvimento do impulso dramático. Ao mesmo tempo que realçava a singularidade de suas criações, não esquecia as tradições populares da sua terra natal.
Veio a falecer em 1901.
Publicado por Giesta às 09:15 AM | Comentários (0)
outubro 09, 2003
As cores do Outono II
![]()
Publicado por Giesta às 09:33 PM | Comentários (1)
Diz-nos este rapaz que passear
Diz-nos este rapaz que passear em Lisboa ao Sábado, é maravilhoso (quando se escolhe bons locais e boa companhia). Recomendo os recantos do Chiado e Bairro Alto e até mesmo os jardins da Gulbenkian. Nota: Escolher os dias com Sol mas com pouco calor e levar sapatos confortáveis.
Pois a propósito dos dias com Sol mas com pouco calor está-me uma colega a dizer que as pessoas não gostam do Outono. Que é dado a muitas depressões psicológicas (ela é psicóloga, entendida na matéria). Que quase ninguém gosta de ter que voltar aos dias pálidos e chuvosos.
Quase ninguém ponto e vírgula! Depressões?? Onde, onde?? Quantas são? Quantas são?
Já vos dei as razões pelas quais gosto do Outono. Mas esqueci-me de uma: no Outono a natureza dá-nos o seu "canto do cisne". Já viram estação do ano mais repleta de ternura, de beleza, de côr, de suavidade, enfim, de encantamento?
Aqui fica mais uma amostra...
![]()
Publicado por Giesta às 05:09 PM | Comentários (0)
outubro 08, 2003
Percursos de Outono II
![]()
Publicado por Giesta às 07:03 PM | Comentários (0)
CineFlores - 10 Outubro
É já a 10 de Outubro que estreia DOGVILLE, o último filme de Lars Von Trier, apresentado na última edição do Festival de Cannes. Depois de Björk e Emily Watson, agora foi Nicole Kidman que se entregou nas mãos do realizador dinamarquês.

Em Dogville, Nicole é Grace, uma mulher que vai perceber o quão relativo é o conceito de bondade numa pequena cidade americana, nas Montanhas Rochosas, nos anos 30. É uma heroína sacrificial mas, desta vez, a vingança também está presente num filme que apresenta um dispositivo cénico/cinematográfico minimal e muito arriscado.
Pretendendo ser uma fusão entre o cinema, o teatro e a literatura, Lars Von Trier atingiu o seu objectivo e DOGVILLE foi aplaudido pela crítica internacional e considerado um dos melhores filmes de Cannes 2003. A magnífica Nicole Kidman está no centro um grupo de actores, todos extraordinários, como é o caso de Ben Gazzara, James Caan, Lauren Bacall e Stellan Skarsgard.

O filme conta a história da bela Grace, que chega à isolada povoação de Dogville, fugindo de um grupo de gangsters. Com a ajuda de Tom, o auto-nomeado porta-voz da aldeia, a pequena comunidade decide esconder Grace e, em troca, ela aceita trabalhar para eles. No início ninguém lhe dá trabalho e a sua estadia fica posta em causa, mas depois começam a aparecer pequenos serviços.

Contudo, quando a população sabe que Grace é procurada, apercebe-se da importância da pessoa que escondem e exige um acordo mais rentável. Grace vai então descobrir da pior forma quão relativo é o conceito de bondade em Dogville. Mas ela também esconde um segredo muito perigoso que fará Dogville arrepender-se das suas exigências.
Publicado por Giesta às 04:01 PM | Comentários (0)
outubro 07, 2003
Percursos de Outono I
![]()
Publicado por Giesta às 11:54 AM | Comentários (0)
outubro 06, 2003
Porque não se nasce quando se quer?
A Giesta continua em grande. Sempre a ouvi do Norte quando eu falo do Sul. Isto para dizer que gosto muito de ler esta miúda. Caramba, escreve uma tese de mestrado que ninguém vai ler a não ser o orientador e mais meia dúzia de conhecidos (estou em pulgas para que a minha se escreva a si própria), trabalha num sítio fantástico, uma editora (de livros!, embora não das minhas favoritas. Por falar nisso, anda por aí uma febre de pequenas editoras muito interessante: desperta-me o interesse a Cavalo de Ferro, já me conquistou a Canguru) e é casada com um argentino. Daqueles mesmo da Argentina, aquele país fantástico que nunca conheci.
Já há largos anos que sonho com a Argentina. Vista daqui, é um país que fascina por parecer misturar de forma perfeita a alegria e ligeireza do povo sul americano com um pouco do fado português. E assim resulta um tango interessantíssimo. Além do que quem se lembrou de chamar tango ao tango, só pode ser visionário. E ter uma capital de nome Buenos Aires? Os argentinos sabem-na toda. Têm ainda o fim do mundo!!! Para arrumar a questão de vez, têm o Rio da Prata, Montevideo ali ao lado para relembrar que Buenos Aires é que é. Têm os clássicos Piazolla e Borges - que já explicou a diferença fundamental entre Portugueses e Espanhóis, num tiro certeiro (bem que procurei uma referência na Net, mas às vezes até esta falha - de qualquer forma a diferença é simples: o Português vive na tristeza de ter perdido o Império; o Espanhol julga que ainda o tem). No final, a língua espanhola na boca dos argentinos é bem mais bonita que a falada aqui ao nosso lado.
Bem, mas a Argentina é assunto que dá pano para mangas. Hoje ainda quero reflectir sobre outra cena. A Bomba convenceu a Oficina a publicar os escritos deste tipo, com o argumento de que ele era melhor que o Luiz Pacheco. Ora, isto fez-me pensar. As associações de ideias que uma pessoa faz... O Luiz Pacheco era um amigo do meu avô. Bem que a minha avó passava as passas do Algarve quando o Luiz lá aparecia (isto pelo que conta a minha mãe). Aliás, esta é uma história que nem conheço bem. Por isso mesmo, e é aqui que eu quero chegar: o meu avô é a personagem mais fascinante que nunca conheci. Só por isso valia a pena ser uns anos mais velho.
Publicado por Alecrim às 03:55 PM | Comentários (0)
Cantares do nosso canto

O terceiro volume da série "O Melhor de Amália" é hoje editado, no dia em que se assinalam os quatro anos do desaparecimento da fadista. Os dois volumes anteriormente lançados conquistaram recordes de vendas, e rapidamente se transformaram numa obra de referência da fadista. Entre as canções eleitas para mais este volume estão "Solidão (Canção do Mar)", "Cheira a Lisboa" ou "Rua do Capelão".
(Adaptado de Cotonete@IOL)
Publicado por Giesta às 10:03 AM | Comentários (0)
outubro 05, 2003
Passeio das Flores - ALVAIÁZERE
Hoje, na nossa primeira edição de Passeio das Flores um concelho desconhecido por muitos, mas que é uma pérola na Região Centro.
Aqui fica a nossa sugestão... Alvaiázere

(orelhas.pt)
Al-Bai-Zir (toponíma árabe) ou Alva-Várzea poderão estar na origem da denominação de Alvaiázere.
Com mais de oito mil habitantes, Alvaiázere tem a sua população dividida entre sete freguesias, que se distribuem ao longo de uma área geográfica de 161 quilómetros quadrados.
O concelho faz fronteira com Ansião, Pombal, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Ourém e Ferreira do Zêzere, distanciando-se a cerca de 60 quilómetros de Coimbra.
Recuando até aos primórdios da povoação, encontram-se vestígios da passagem de romanos e mouros, como as moedas encontradas perto de Pelmá, a estrada romana que ligava Tomar a Conímbriga e, ainda, as ruínas de um antigo castelo mouro.
Alvaiázere recebeu o primeiro foral em 1200, pela mão de D. Sancho I. Em 1388, é elevado a vila por D. João I que lhe concede novo foral.
Quase meio século depois, D. Duarte faz a doação da vila à sua mulher, a rainha D. Leonor. Em 1514, o rei D. Manuel I concede novo foral a Alvaiázere e torna o Duque de Cadaval seu donatário.
Por entre vales e encostas, cobertos de vinhas e oliveiras, a economia de Alvaiázere assenta essencialmente no sector primário, onde se destaca a produção de azeite, produto tipificado e integrado na Denominação de Origem "Azeite do Ribatejo".
O sector secundário foi, no entanto, o predominante durante o século XVII, tendo uma grande importância o Engenho da Machuca — engenho real, que produzia ferro fundido e peças de artilharia para as armas reais.
Rico em belezas naturais, o concelho tem como ex-libris a Serra de Sicó e a Capela de Nossa Senhora dos Covões.
Outros pontos de interesse são a Casa Nobre ou Solar dos Pachecos, a Igreja Matriz de Alvaiázere, os Paços do Município, a Igreja de S. Pedro (Rego da Murta), a Igreja Matriz de Pussos e o chafariz da vila.
Também os miradouros da Serra de Alvaiázere, a mais elevada do Maciço de Sicó, apresentam cenários deslumbrantes onde se pode avistar a planície fértil de vinhedos e olivais e o vale do rio Nabão, ladeado por pinhais.
Alvaiázere é igualmente rico em algares, alguns considerados de interesse arqueológico.

(Clix - Filipe Moreira / Semantix)
Locais de interesse turístico
Praias fluviais
A par da Serra de Sicó e da Capela de Nossa Senhora dos Covões, os dois ex-libris do concelho e principais atracções turísticas, destaca-se ainda a praia fluvial da Ribeira de Alge que o actual executivo camarário quer recuperar para aproveitamento turístico.
Miradouros da Serra de Alvaiázere
Os miradouros da Serra de Alvaiázere, a mais alta do Maciço de Sicó, apresentam um cenário magnífico onde se pode avistar a planície fértil adornada de vinhedos e olivais e o vale do rio Nabão, emoldurado por frondosos pinhais.
Caverna ou Gruta de Algar de Água
Situada no lado nordeste da Serra de Alvaiázere, esta gruta tem uma porta de entrada em rocha viva. Com cerca de sete ou oito metros de altura, a Gruta de Algar de Água é muito escura, recebendo apenas um pequeno feixe de luz proveniente de uma clarabóia ao centro. Tem uma fonte de água e um fosso com estalactites e estalagmites que dá acesso a uma outra fonte sob a gruta para onde corre a água que vem de cima.
Há indícios de que esta gruta possa ter sido uma antiga mina de ouro.
Ruínas do castelo
Cinco quilómetros de circunferência e uma carreira de cavalos são, de acordo com a tradição popular de Alvaiázere, os vestígios de um antigo castelo de mouros. Não se sabe ao certo quem fez a muralha que cerca a circunferência, mas há quem acredite que serviu de habitação ao célebre pastor Gorgório, que conquistou a Lusitânia e dela se fez rei por volta de 1360 a.C.
Monumentos de Alvaiázere
Casa Nobre ou Solar dos Pachecos
Localizado na sede do concelho, o Solar dos Pachecos foi o local onde, segundo a tradição, Duarte Pacheco, assassino de D. Inês de Castro, se refugiou antes de fugir para Espanha. Este Solar foi pertença da família de Duarte Pacheco Pereira, um dos heróis portugueses que partiu para a Índia no século XVI.
Ainda hoje conserva o Brasão das armas dos Pachecos e o seu portal estilo maneirista.
Capela de Nossa Senhora dos Covões e Gruta
Templo religioso do século XVIII, a Capela de Nossa Senhora dos Covões destaca-se pelo seu altar-mor de traça muito antiga.
Na Gruta da Capela, localizada mesmo ao lado, terá aparecido a Senhora da Memória. Junto aos pés desta imagem, encontra-se uma corrente de ferro que, segundo a memória popular, foi ali colocada por um cristão prisioneiro dos mouros em sinal de gratidão pela sua liberdade.
Igreja Matriz de Alvaiázere
Padroada inicialmente pela Ordem dos Templários, a Igreja Matriz de Alvaiázere foi posteriormente pertença do mestrado da Ordem de Cristo.
Considerada a Igreja que maior reputação tem dentro desta Ordem, o templo religioso tem um relógio de grandes dimensões, provavelmente colocado durante o regime filipino, com a seguinte inscrição: "Quem me desmanchar, repare bem nos pontos, não me bote a perder – 1639".
Entre os elementos distintivos que apresenta, destacam-se as suas três naves e quatro colunas, a capela gótica com retábulo a representar a Última Ceia, o altar-mor de estilo renascentista e o seu relógio de grandes dimensões, armado por colunas de ferro.
Igreja de S. Pedro (Rego da Murta)
Datada do século XVIII, a Igreja de S. Pedro, em Rego de Murta, apresenta a pedra tumular brasonada de Manuel Vaz Ribeiro, cujo altar-mor possui um retábulo do século XIX.
Igreja Matriz de Pussos
A Igreja Matriz de Pussos destaca-se pelas pinturas do Professor Attyla de Vietemir, de nacionalidade Húngara, e lustres.
Chafariz da vila
Embora desconhecido o ano exacto da sua edificação, o chafariz da vila de Alvaiázere ostenta a data de 1842, ano em que foi remodelado. O monumento distingue-se pela sua curiosa cabeça barbada, rudemente esculpida.
Património Arqueológico
O concelho de Alvaiázere tem alguns algares considerados de interesse arqueológico.
São eles: o Algar do Cabeço da Loba, Algar do Campo, Algar da Feteira, Algar da Lapa e Algar do Miradouro.
No lado nordeste da Serra, existe um outro algar conhecido como o Algar da Água.
A sua porta de entrada é feita de rocha viva, podendo no interior caber cerca de 500 pessoas.
Por baixo da gruta, num fosso com estalactites e estalagmites, há fontes de água que dão vida à teoria de este local ter sido utilizado como mina de ouro em tempos remotos.
Lendas de Alvaiázere
Lenda de Nossa Senhora da Memória
Segundo a tradição popular, apareceu na gruta junto à Capela de Nossa Senhora dos Covões, em Alvaiázere, uma imagem de Nossa Senhora, a que o povo deu o nome de Senhora da Memória.
No local, foi colocada uma imagem da santa e aos seus pés encontra-se uma corrente de ferro que terá sido ali colocada por um cristão prisioneiro dos mouros. Reza a lenda que o cristão acordou certo dia e reparou que já não estava no mesmo local onde tinha adormecido, mas numa gruta e livre do inimigo. Com a imagem de Senhora da Memória à sua frente, ali depositou as correntes como sinal de gratidão pelo milagre da sua liberdade.
Lenda da Pastorinha
Segundo a tradição popular, uma pequena pastora da Serra guardava o seu rebanho quando encontrou na gruta, junto à Capela de Nossa Senhora dos Covões, a imagem da Senhora da Memória. A menina achou-a tão bonita que a levou para casa com a intenção de brincar com ela como se fosse uma boneca. Contudo, por várias vezes, a imagem desaparecia e a pastorinha ia encontrá-la no mesmo sítio de onde a tinha levado. A notícia espalhou-se pela freguesia e o desaparecimento da santa tornou-se um milagre.
Património gastronómico
Pratos regionais
Abóbora com Feijão Seco
Bucho Recheado
Carne de Rebolão
Chícharas (destaca-se o Festival Gastronómico do Chícharo)
Coelho à caçador
Leitão Assado
Lombada
Mexudas
Migas
Miolos fritos com lombo de porco
Papas de milho com couves
Tibornada
Doçaria
Bolo da Boca da Mata
Bolo de Casamento
Broazinhas
Fatias douradas
Filhós
Produtos com denominação de origem
Queijo do Rabaçal
Azeite tipificado na Denominação de Origem "Azeite do Ribatejo"
Vinho das Terras de Sicó
In Orelhas.pt
Como chegar
Lisboa => A1 no sentido Norte => Saída em Torres Novas, para a A23 (antigo IP6) => Saída para Tomar => Estrada N110, sentido Coimbra/Condeixa => IC3 no sentido Coimbra/Condeixa => sempre em frente até passar uma povoação chamada Pereiro => depois do Pereiro há um cruzamento => esquerda para Alvaiázere (para a direita é para Ferreira do Zêzere, em frente para Coimbra) => sempre em frente até Alvaiázere.
Publicado por Giesta às 06:17 PM | Comentários (0)
outubro 03, 2003
As cores do Outono I
![]()
Publicado por Giesta às 03:01 PM | Comentários (0)
outubro 01, 2003
Um cheirinho a Outono
Gosto tanto do Outono!!!
A maioria das pessoas não gosta. Vêem sempre o Outono como a época das chuvas que vem estragar o espírito festivo do Verão. Eu gosto muito. É a época do recolhimento, do recomeço.
Gosto muito de passear pela cidade, lavada pelas primeiras chuvas, com folhas de mil cores a cair lentamente. É extraordinariamente romântica esta época. Apela aos "chás das cinco" numa casa de chá em Sintra ou nas ruas mais antigas de Lisboa... Ou mesmo no charmoso ambiente da Versailles.
Ainda melhor, apela às tardes passadas em casa com boa música, um bom livro, uma melhor companhia, com quem se possa divagar transversalmente sobre a existência humana, desde a cor da camisola que a cantora veste na fotografia do álbum, que gira sem cessar em mais uma maravilha dos tempos modernos, até à vida depois da morte.
O Outono é também sinónimo de tempo calmo e tranquilo. Por força das circunstâncias, e porque de facto não somos assim tão diferentes dos outros animais, nesta época começamos a acumular energias para enfrentar o Inverno.
O recolhimento, mesmo quando devido a características climatéricas, conduz a um maior conhecimento de nós próprios. Daquilo que queremos, do que já temos, do que ainda não alcançámos...
Penso que é esse outro dos motivos que leva as pessoas a não gostarem do Outono. As pessoas não gostam de pensar sobre as suas vidas; não gostam daquilo que têm, não gostam daquilo que encontram. Não percebem que têm em mãos uma nova oportunidade para melhorarem, para construir algo de novo.
Estou de braços abertos a receber as primeiras chuvas...
Bem-vindo Outono!!
Publicado por Giesta às 05:59 PM | Comentários (0)